O que é Diabetes e como tratar essa doença?

o que é diabetes

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Você já deve ter ouvido falar, mas tem certeza que sabe o que é Diabetes? A gente te conta tudo neste artigo!

O que é Diabetes?

Diabetes é uma doença, conhecida como diabetes mellitus, e é causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina. Dessa forma, podemos dizer que a diabetes é uma síndrome metabólica de origem múltipla que ocorre pela falta de insulina ou sua incapacidade de exercer seus efeitos no organismo.

Mas o que é insulina? A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas – pelas células beta -, que tem a função de quebrar as moléculas de glicose – açúcares de modo geral – transformando-o em energia para as células do nosso organismo se manterem. Em suma, a insulina é responsável pela manutenção do metabolismo da glicose.

O que significa ter Diabetes?

Como foi dito, a função principal da insulina é promover a entrada de glicose para as células do organismo de forma que ela possa ser aproveitada para as diversas atividades celulares. 

Quando falta insulina no organismo, os açúcares que consumimos diariamente não sofrem a quebra e ficam no nosso corpo, provocando altas taxas dele no sangue de forma permanente, o que chamamos de hiperglicemia.

Essas altas taxas de açúcar no sangue podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.

Diabetes é uma doença comum?

Infelizmente é mais comum do que deveria. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem mais de 13 milhões de pessoas que vivem com a doença, isto é, cerca de 6,9% da população é diabética.

A causa dessa disfunção ainda é desconhecida, mas hoje em dia já se sabe que diversas condições podem resultar na doença, sendo que a melhor forma de preveni-la é com práticas saudáveis de alimentação, atividade física e evitando o uso de álcool, tabaco e outras drogas.

Como Posso Saber se Estou Diabético?

O diagnóstico laboratorial pode ser feito de três formas e, caso positivo, deve ser confirmado em outra ocasião. São considerados positivos os que apresentarem os seguintes resultados:

1) glicemia de jejum > 126 mg/dl (jejum de 8 horas).

2) glicemia casual (colhida em qualquer horário do dia, independente da última refeição realizada (> 200 mg/dl em paciente com sintomas característicos de diabetes.

3) glicemia > 200 mg/dl duas horas após sobrecarga oral de 75 gramas de glicose.

Quais os tipos de diabetes?

O diabetes mellitus pode se apresentar de diversas formas e possui diversos tipos diferentes. A grande maioria dos casos de diabetes está dividida em dois grupos: Diabetes Tipo 1 e Diabetes Tipo 2, mas a condição pode existir também no período gestacional.

Tipo 1

O diabetes tipo 1, chamado de DM 1, é uma doença crônica não transmissível, hereditária,  e é causada pela destruição das células beta pancreáticas,  que produzem a insulina, por um processo imunológico – ou seja, formam-se anticorpos pelo próprio organismo contra as células beta, o que resulta na deficiência da insulina.

Esse tipo de diabetes ocorre em cerca de 5 a 10% dos diabéticos, se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar, sendo que ela pode ser desencadeada em qualquer faixa etária.

O quadro clínico mais característico é de sintomas como: sede, diurese e fome excessivas, emagrecimento importante, cansaço e fraqueza. 

Se o tratamento não for realizado rapidamente, os sintomas podem evoluir para desidratação severa, sonolência, vômitos, dificuldades respiratórias e coma. Esse quadro mais grave é conhecido como Cetoacidose Diabética e necessita de internação para tratamento.

Tipo 2 

Na diabetes tipo 2, o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida. Nessas pessoas, a insulina é produzida pelas células beta pancreáticas, mas sua ação é dificultada, em um quadro de resistência insulínica. Daí, ocorre um aumento na produção da insulina, para que o organismo tente manter a glicose em níveis normais.

Quando o corpo fracassa nesse intuito, surge a diabetes. Esta é a forma da maioria dos casos, cerca de 90% dos pacientes diabéticos estão diretamente relacionados ao sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão e hábitos alimentares inadequados.

Essa doença tem um quadro mais lento e seus sintomas – sede, aumento da diurese, dores nas pernas, alterações visuais, dificuldade de cicatrização, formigamento nos pés,dentre outros – podem demorar anos até se apresentarem. Claro que se não tratada, pode evoluir para um quadro grave de desidratação e coma.

Gestacional 

Com sua causa exata não conhecida, algumas mulheres apresentam, a partir do 3° trimestre de gravidez, uma sobrecarga de glicose causada pela tolerância do organismo.

Ela pode ser transitória ou não e deve ser investigada no término da gravidez. Quem já teve um histórico de diabetes gestacional, de perdas fetais, de má formação fetal, de hipertensão arterial, obesidade ou história familiar da doença tem uma chance maior de desenvolver a diabetes gestacional.

Outros tipos de diabetes

Podem existir outros tipos de diabetes decorrentes de defeitos genéticos associados a outras doenças ou ao uso de medicamentos.

Apesar de raros, esses tipos de diabetes estão ligados a defeitos genéticos da função da célula beta, defeitos genéticos na ação da insulina, doenças do pâncreas como pancreatite, neoplasias e outros, e pode também ser induzidos por drogas ou produtos químicos.

Também existe a Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA), que caracteriza-se basicamente por um desenvolvimento do processo autoimune do organismo que começa a atacar as células do pâncreas e é um agravamento do diabetes tipo 2.

Quais as principais complicações da Diabetes?

Geralmente é possível manter uma vida saudável como tratamento correto para cada tipo de diabetes, mas o prolongamento da hiperglicemia pode causar severos danos à saúde, como a retinopatia diabética, que são lesões na retina do olho, que causam desde pequenos sangramentos, até a perda da visão.

Pode ocorrer a nefropatia diabética, que são as alterações nos vasos sanguíneos dos rins que fazem com que haja perda de proteína na urina. Os rins podem, com isso, reduzir sua função e até paralisar totalmente.

A neuropatia diabética – incapacidade dos nervos emitirem ou receberem mensagens do cérebro, provocando assim formigamento, dormência e queimação das pernas, pés e mão, dores e desequilíbrio, enfraquecimento muscular, pressão baixa, dentre outros – também é uma das complicações dos quadros de diabetes.

O pé também sofre muito com essa doença, e quando o paciente tem uma área machucada nos pés, pode ocorrer o desenvolvimento de uma úlcera, que se não tratada rapidamente pode levar à amputação do membro.

Mais sério ainda pode ser o infarto do miocárdio e os acidentes vasculares, que ocorrem quando grandes vasos sanguíneos são afetados, levando à arteriosclerose de órgãos vitais como o coração e o cérebro. A incidência deste problema é de 2 a 4 vezes maior nas pessoas com diabetes.

Como prevenir e controlar a diabetes?

A orientação para pacientes com qualquer tipo de diabetes é sobretudo manter o peso normal, não fumar, controlar a pressão arterial, evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas e praticar atividade física regular.

Também é extremamente importante que o paciente realize exames diários da glicemia, sendo que essa medição pode ser realizada em casa, com ajuda de um aparelho específico chamado Glicosímetro.

A automonitorização é imprescindível para obter um melhor controle dos níveis glicêmicos, sendo que o objetivo desse controle não é só corrigir as eventuais hiperglicemias que ocorrerão, mas também tentar manter a glicemia o mais próximo da normalidade, sem causar hipoglicemia.

Os exames de rotina devem ocorrer de acordo com a necessidade, mas as consultas devem ser mensais, bimestrais ou trimestrais, com eventuais contatos por telefone ou fax, com envio da monitorização glicêmica. 

Nas consultas são solicitados os exames que devem incluir a glicemia, hemoglobina glicada trimestral (que dá a média da glicemia diária nos últimos 2 a 3 meses), função renal anual (uréia, creatinina, pesquisa de microalbuminúria), perfil lipídico anual ou semestral, avaliação oftalmológica anual, avaliação cardiológica. 

Os demais exames devem ser solicitados de acordo com a necessidade individual do paciente.

É importante que o paciente compareça às consultas regularmente, conforme a determinação médica, nas quais ele deverá receber orientações sobre a doença e seu tratamento.




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